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Caetano Mondadori
Caetano Mondadori

Nunca é tarde para mudar. Esse é um aprendizado que a oficial de justiça Elisângêla Perussi sabe bem. Funcionária pública federal formada em Direito, aos 35 anos a paulista de decidiu mudar, virar o leme da própria vida e redescobrir caminhos que até então acreditava saber muito bem. Descobriu que ainda tinha sonhos e começou a ir atrás deles. Mais que isso, aprendeu que nunca é tarde para aprender, e que um reinício está sempre pronto à nossa porta, à espera do primeiro passo.

O início dessa história na vida de Elisângela aconteceu com o nascimento de sua filha, Isabel. Ainda durante a licença maternidade, a oficial de justiça percebeu que a menina deixara em seu útero, ao sair, um horizonte nunca antes vislumbrado pela mãe: a vontade de fazer medicina.

“Quando minha filha nasceu, senti uma vontade imensa de fazer o curso. Não sei te explicar o porquê, mas ainda durante a licença maternidade comecei a pesquisar tudo sobre o curso e qual seria o caminho para chegar lá”, conta Elisângela. O trilhar por esse caminho inédito, ela conta, partiu da sensação de que o seu trabalho atual lhe proporcionava a independência financeira, mas não alimentava suas aspirações mais íntimas de realmente dedicar-se a algo edificador.

Um momento decisivo na concretização da sua aspiração, porém, foi dado meio que por acaso. Elisângela passava pela Avenida T-2, no Setor Bueno, em Goiânia, no início de 2017, quando um prédio conquistou sua atenção. Era chamativo e alegre, de um amarelo vibrante com apenas alguns detalhes em roxo, o que criava um bonito contraste. Na placa, lia-se em letras grandes: MONDADORI CENTRO DE ESTUDOS. Elisângela decidiu entrar para saber mais.

O que havia sido até então fruto do acaso passou a parecer uma conspiração da vida para que Elisângela realmente voltasse a estudar. “Eu entrei para saber sobre o que era oferecido no Centro de Estudos Mondadori, fui muito bem atendida e informada quanto às aulas e correções. Achei que se encaixava perfeitamente no que eu precisava naquele momento, então iniciei o curso”, revela.

Até então, seus conhecimentos em redação se resumiam ao básico, o que ela avalia ser muito pouco, dado o nível de exigência de uma avaliação como o Exame Nacional do Ensino Médio, que ela queria prestar no fim do ano. Vinda de uma escola pública do interior de São Paulo, não teve a oportunidade de aprofundar-se no estudo de produção de texto. Quando terminou seu Ensino Médio, em 1999, o Enem nem mesmo tinha a dimensão que possui nos dias de hoje.

Muito além da super-mulher

A história de Elisângela Perussi dos Santos Pazian confunde-se com a de milhares de outras brasileiras. Como toda mulher moderna, ela está acostumada a desempenhar em casa, no trabalho e no casamento, os vários papeis que dela são exigidos. É ao mesmo tempo a oficial de justiça, a mãe de Isabel, a esposa de Luciano e agora, novamente, a estudante que se prepara para enfrentar um dos vestibulares mais concorridos do Brasil: o de medicina.

Dada a sua capacidade de assumir tantos compromissos, quando pergunto se o rótulo de “super-mulher” se aplica a ela, porém, Elisângela é enfática: acredita que não, que seus privilégios não a permitem se considerar uma heroína. “Eu não me considero uma super mulher. Sou privilegiada. Isso porque tenho duas colaboradoras em casa, isso é um luxo! Na verdade, infelizmente, nem todas as mulheres têm a minha sorte, então estas são, de fato, super-mulheres”, avalia a oficial de justiça.

É por enxergar com lucidez todas as nuances de sua situação social, cultural e econômica e ter consciência das diferenças de oportunidade que distanciam seu estilo de vida do de milhares de outras mulheres, que Elisângela afirma estar, também, descobrindo-se como feminista, e amadurecendo sua compreensão acerca dos inúmeros papeis e expectativas que são depositados nela e no sexo feminino. “Os papeis preestabelecidos pela sociedade impõem à mulher um lugar que nem sempre corresponde ao que ela almeja”, reflete.

O despertar dessa mentalidade mais reflexiva deu-se, curiosamente, pelo contato com um homem, alguém que que viria a se tornar um incentivador de sua criticidade: o professor Caetano Mondadori. Se compreendermos que as trocas, sejam afetivas ou de saberes, transitam sempre por vias de mão dupla, moldando-nos enquanto sujeitos e sendo moldadas por nós, que também as definimos, visualizamos o impacto que um educador pode exercer na vida de alguém em busca do verdadeiro aprendizado. Assim se define a relação de confiança e descobrimento entre o professor Caetano e sua aluna.

Logo que começou seu ano letivo no MONDADORI Centro de Estudos, Elisângela conta que sentiu um baque. “Percebi o imenso abismo que teria de vencer, afinal, nunca tinha tido uma aula de redação na minha vida. Tudo era grego pra mim”, lembra. No entanto, a persistência que faz parte de sua natureza a impeliu a não desistir e, com o tempo, o grego foi se aproximando mais do português e o conteúdo passou a fazer todo sentido.

“No decorrer do curso, o céu foi clareando pra mim. Tudo que o professor Caetano falava era tema de pesquisa obrigatória em casa. Conheci muitos pensadores dessa forma, inclusive a filósofa Simone de Beauvoir. Hoje eu considero a Filosofia e a Sociologia primordiais para uma mudança de paradigma. Devo isso ao professor”, afirma. O despertar crítico de mundo e o aprendizado das técnicas de escrita que compõem o método do MONDADORI Centro de Estudos deram a ela uma segurança inédita para enfrentar a redação do Enem desse ano. Na hora da prova, a dissertação foi a menor de suas preocupações.

“Devo dizer que fiquei muito satisfeita com meu desempenho. Independentemente da nota, sei que fiz um bom trabalho. Sem as aulas do professor Caetano jamais faria uma redação de qualidade”, elogia a estudante. Ao trazer o espelho de sua dissertação para que o corretor do Centro de Estudos avaliasse, ainda assim Elisângela se surpreendeu com a quantidade de elogios recebida. Todos ressaltaram a profundidade e a qualidade técnica de seu texto, o que trouxe ainda mais gás para a estudante.

Para 2018, Elisângela já tem uma certeza: continuará a estudar no Centro de Estudos e espera se aprofundar nos conteúdos debatidos em 2017. Além disso, quer se dedicar também a outras matérias.

“Sei que não tenho tempo a perder. Isso não quer dizer que tenho pressa. Não tenho. Significa que aquilo que eu fizer, quero fazer bem feito, com dedicação”, garante. Termino nosso bate-papo pedindo para que ela dê um conselho àquelas mulheres que, como ela, carregam inúmeras responsabilidades, mas, mesmo assim, sentem que é preciso sacodir a poeira e mudar o rumo para que consigam outros resultados na própria vida. Para elas, Elisângela garante:

“Eu aconselho a não desistir. Dê o primeiro passo, pois ainda que seja curto, vai tirar você do lugar. E sair do lugar, na minha opinião, é sempre muito bom. E, em hipótese alguma se preocupe com a idade, pois, conforme afirma o escritor Gabriel García Marquez, ‘a idade não é a que a gente tem, mas a que a gente sente’”.

 A gente concorda inteiramente.

Clicando aqui você encontra a redação de Elizangêla na íntegra.

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