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Você precisa conhecer Marina Abramovic

Caetano Mondadori
Caetano Mondadori

É importante que os estudantes de Ensino Médio e cursinho que se preparam para o Enem e provas vestibulares tenham contato com a obra de artistas como Marina Abramovic, e até mesmo se familiarizem com elas. Além de relevante para o universo artístico em si, ela é também uma grande representante feminina entre as pessoas que fizeram diferença para o mundo através de seu trabalho, sendo um suporte ou uma inspiração para muitos.

Uma artista capaz de ir até os extremos da experiência humana e extrair de lá a catarse que ressignifica sua própria humanidade: essa é Marina, artista performativa sérvia consagrada como uma das mais intensas performers de nosso tempo, se não a mais.

Em seus trabalhos, todos desafiadores, há sempre a submissão a experiências tensas, perigosas, nas quais a artista questiona não apenas o próprio limite, mas também o do público. Um exemplo disso foi a instalação na qual Marina deitou-se ao centro de uma armação de madeira em formato de estrela, sobre a qual ateou fogo; em outra, a artista tomou duas potentes medicações controladas com efeitos opostos – uma delas, para catatônicos, a outra, para esquizofrênicos. Em 1975, ela gerou grande polêmica ao se colocar à disponibilidade da plateia para que fizessem o que quisessem com ela, deitando-se em uma mesa com 72 itens – entre facas, pregos, lâminas, um machado e uma arma de fogo. Um homem chegou a apontar-lhe a arma, mas não teve coragem de atirar.

Com o também artista performativo Ulay, que foi seu companheiro por 12 anos, Marina igualmente protagonizou trabalhos que se tornaram icônicos, como esse que ilustra nossa publicação. Nele, a artista segura um arco enquanto Ulay tensiona a flecha – feita realmente com material perfurante – apontada para o peito de sua companheira. Os dois se inclinam, num perigoso jogo de equilíbrio em que a menor distração pode ser fatal. Uma forte metáfora para a intimidade que os dois compartilhavam, mas também, para a vulnerabilidade inerente a que estamos expostos em todos os nossos relacionamentos.

Assim, indo sempre além do convencional, Marina demonstrou ao longo dos anos não ter medo de mergulhar diretamente na vida, sem colete salva-vidas; seu corpo é sua matéria-prima; o amor, o medo, a dor, a raiva, o êxtase, entre as mais variadas emoções, são as tintas que ela utiliza para instigar quem a assiste a questionar a profundidade da mente humana. Sua arte obriga o espectador a sair da zona de conforto e olhar para dentro, para o absurdo, o difícil e animalesco, e ficar a sós com essas sensações até que elas ensinem a sua lição.

Na nossa escola, fazemos questão de incentivar o contato de nossos estudantes com a arte. É um modo de não apenas oferecer referências que eles possam utilizar em suas redações, desenvolvendo assim uma leitura de mundo mais complexa e rica; mas, também, de mostrar-lhes a variedade de possibilidades expressivas, políticas e artísticas contidas na experiência humana. Viva Abramovic!

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