Discussão Social

Análise das capas da semana: Época

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Para o professor Caetano Mondadori, a Época segue uma linha mais sofisticada e traz na capa um simbolismo que, para o bom entendedor, fala bem mais que a manchete. Basta reparar no chapéu usado por Haddad na foto que estampa essa edição; o “chapéu de cangaceiro”, símbolo da cultura nordestina, é uma alusão direta à herança eleitoral que Lula deixa a Haddad: os votos do Nordeste, região do país em que o ex-presidente petista tem o eleitorado mais fiel.⠀
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Assim, destaca o professor, a Época mostra um Haddad que se volta para o Nordeste na tentativa de falar sua língua e assumir, para essas pessoas, o lugar vazio deixado pela impossibilidade da candidatura de Lula. Esses elementos não verbais são confirmados pela manchete “O candidato obediente”, que narra “A campanha de Haddad no coração do lulismo”.⠀
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Aqui, ressalta o professor Caetano mais uma vez, reside a grande diferença narrativa que situa a capa da Carta e da Época em níveis distintos: enquanto a primeira evita uma imagem de mera obediência, construindo, ao invés disso, a sensação de Haddad como indivíduo que dará continuidade ao projeto Lula, a Época mostra um candidato que mimetiza seu mentor para, dessa forma, conquistar um eleitorado que não lhe conhece.⠀
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Mais sóbria em sua narrativa que as demais publicações, a Época complementa a capa com 3 chamadas, uma das quais também aborda o Museu Nacional. Sem atribuir culpados, ao contrário da Carta, o veículo fala simplesmente em “negligência”.⠀
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