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3 formas de citar Criança Morta de Portinari na redação

Caetano Mondadori
Caetano Mondadori
O quadro Criança Morta de Candido Ponrtinari é uma das mais importantes obras brasileiras do século XX. Pintado em 1944, essa famosa tela pode ser considerada muito além de um mero instrumento artístico.
 
Do ponto de vista cronológico, Portinari pertenceu ao modernismo nacional, movimento artístico que demonstrava imenso questionamento da influência dos padrões estéticos europeus para a construção da arte brasileira.
 
No entanto, ainda que você veja toda a brasilidade em um quadro como Criança Morta, é impossível não perceber que o estilo do pintor está muito além das regras que delimitam a fase modernista.
 
Afinal, nessa tela, Portinari decide que não só não irá construir sua obra a partir dos critérios estéticos dos valores europeus, como também analisará a cultura nacional por meio da crítica daquilo que o artista demonstra ser urgente. Nada mais urgente do que uma “Criança Morta”, não é mesmo.
 
Até o próprio título da obra poderia aqui ser analisado. Ele não colocou como referência o título A Criança Morta. Não. É como se não existisse espaço para o artigo que definisse o sujeito que morreu. Não é A criança, mas apenas criança.
 
Ao mesmo tempo que o artigo não a define, o termo criança, naturalmente capaz de despertar nossos afetos, logo é seguido pela palavra “morta” definindo a condição desse sujeito. O próprio título mostra certa dureza quando se percebe a ausência do artigo. Assim, o quadro “Criança Morta” já se torna, desde o nome que o define, uma obra de caráter interpretativo.
 
Além disso, acredito ser importante lembrar que Criança Morta faz parte de uma série de quadros de Portinari. Esse conjunto foi intitulado de “Os emigrantes nordestinos”. Percebe-se que a temática da imigração se apresenta em sua obra como um retrato fiel da miséria do mundo.
 
Na obra de Portinari como um todo, o sofrimento dos marginalizados é colocado em destaque e, assim, aqueles que não teriam lugar dentro dos espaços socias, ganham o centro da tela do artista.
 
O próprio quadro Criança Morta é um exemplo disso. Afinal, poucas coisas podem chocar mais uma sociedade do que a morte de uma criança. Em muitos casos de violência em que crianças foram vítimas, o país parou diante da perplexidade da morte de uma criança que sofreu violência. O assassinato de Isabella Nardoni e, mais recente o crime ainda em juízo do pequeno Henri, mostram que a sociedade pode ficar em estado de choque com a morte dos pequenos.
 
No entanto, ainda que uma criança morta qualquer possa nos chocar, o quadro de Portinari mostra aquilo que evitamos ver. Afinal, na obra Criança Morta, não estamos falando da morte de uma criança, mas da morte de uma criança pobre. Todos os dias, a desnutrição, a violência e a vulnerabilidade tiram vidas de crianças inocentes.
 
 
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Essa era uma realidade comum em 1944, ano em que o quadro foi feito e, infelizmente, continua sendo comum hoje, quando vemos que nos últimos anos o Brasil voltou ao mata da fome mundial.
 
Assim, podemos dizer que o quadro de Portinari se tornou famoso por dialogar com a sociedade de sua época e se tornou um clássico, por manter esse diálogo. Infelizmente, continuamos a falar dessa obra, não para entender como era o Brasil de 1944, em que se podia ver uma mãe segurando a sua criança morta.
 
Vemos o quadro hoje e, nele, vemos o Brasil de ontem e o atual. É por isso que, sistematicamente, uso essa obra como referência em minhas aulas de redação, pois ela serve como um valioso instrumento para validar inúmeros temas.
 
 
Em “Criança Morta”, o cenário é desolador: no chão marrom, veem-se apenas pedras, uma representação da dureza da vida daquelas pessoas; todos os seis personagens parecem extremamente magros, o que denuncia sua condição famélica.
 
As crianças choram a morte do irmão e suas lágrimas são retratadas de forma exagerada, uma alusão à enorme dor que sentem.
 
Os adultos também choram, com os corpos curvados pelo sofrimento, simbolizando a sua falta de forças diante das imposições da vida.
 
A criança morta em si, figura principal da imagem, parece ser só pele e ossos – provavelmente, morrera de fome.
 
 

Contextos em que Criança Morta poderia ser citado na sua redação

 
– Em provas cujos temas sejam a realidade dos imigrantes, o aumento da fome no mundo, as desigualdades econômicas e sociais, etc;
 
– Essa é outra obra de Portinari que dialoga profundamente com a condição dos imigrantes do Oriente Médio e do continente africano, pessoas que, fugindo da miséria e da guerra em seus países de origem, enfrentam inúmeras adversidades em busca de uma nova vida em outros lugares;
 
– Impossível ver esse quadro e não lembrar do menino sírio Alan Kurdi, de 3 anos, morto após o barco em que ele e a família estavam ter naufragado na travessia da Turquia para a Grécia, de onde pretendiam partir para o Canadá. A foto do corpo do garoto inerte em uma praia turca chocou o mundo.
 
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